Baixada Santista conta com Centro Especializado em Hepatites
Projeto pioneiro da Faculdade de Medicina da Unimes, desde sua inauguração, em março deste ano, a Casa da Hepatite já atendeu 500 pacientes, principalmente do tipo C, doença que cresce de forma assustadora na população, ataca de forma silenciosa e pode evoluir para cirrose ou câncer de fígado. A unidade atende em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e presta uma assistência médica e multidisciplinar aos portadores de hepatites virais e doenças hepáticas, além de desenvolver pesquisas sobre a terceira maior causa de mortes no mundo.
Dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 170 milhões de pessoas no mundo são portadores da hepatite C, 3,2 milhões somente no Brasil, onde a doença infecta cinco vezes mais do que a Aids. Na Baixada Santista, segundo a OMS, a doença deve atingir pelo menos 30 mil pessoas da região. Outro dado preocupante é que a hepatite C apresenta a taxa de mortalidade com maior crescimento no Brasil.
"O local também atua na atualização médica sobre a doença por meio de aulas e reuniões para discussão de casos clínicos, pesquisas clinicas para avaliações epidemiológicas das hepatites virais na região, estratégias terapêuticas e avaliação de novos medicamentos em ensaios clínicos" explica o infectologista Ricardo Leite Hayden, coordenador da Casa de Hepatite, professor titular de microbiologia e professor Assistente de infectologia da Unimes. A cada 15 dias, a unidade faz triagens de transplante hepático, em parceria com a unidade de fígado do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

Diagnóstico e Tratamento começou na década de 90

A hepatite C começou a ser diagnosticada somente na década de 90 e, ainda hoje, muitas pessoas possuem o vírus sem saber, o que reforça a importância de um diagnóstico precoce da doença. O vírus presente no organismo pode se manifesta duas décadas ou mais após o contato.
A hepatite C é uma infecção no fígado causada por um vírus transmitido por sangue contaminado.
As principais formas de transmissão são através de seringas e outros objetos compartilhados por usuários de drogas, objetos de salões de beleza, consultórios dentários, estúdios de tatuagem e piercings e procedimentos médicos não descartáveis ou não esterilizados de forma adequada e transfusões de sangue realizadas antes de 1993 no Brasil.
Apesar dos números assombrosos, a doença pode ser controlada e na maioria dos casos ela tem cura: em torno de 68,7% dos casos são curados e o tratamento varia de seis meses a um ano. Mas, como reiteram os especialistas, o melhor tratamento é o diagnóstico precoce.
Onde fica - Na rua Goiás, 27, no Boqueirão, em Santos, tel. 3324-9543.
Jornal da Orla
02/08/2008


 
     
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