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1. Vacinação
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Pacientes com cirrose devem ser avaliados para infecções previas pelos vírus das hepatites A e B. Caso não tenham sido infectados, devem ser vacinados.
Hepatite A: vacinas em duas doses (0 e 6 meses).
Hepatite B: vacinas em três doses (0, 1 e 6 meses).
Gripe: vacina anti-gripal (anualmente).
Doença pneumocócica: vacina anti-pneumocócica (intervalos de 5 anos).
Tétano-difteria: vacina dupla-adulto (intervalos de10 anos).
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2. Monitoramento do Carcinoma Hepatocelular
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- Pacientes cirróticos devem ser avaliados periodicamente para ocorrência de carcinoma hepatocelular. Nestes pacientes é recomendado a realização de ultrassonografia em intervalos de 6-12 meses e dosagem seriada de alfa-fetoproteina.
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3. Avaliação para Osteoporose
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- Pacientes com cirrose possuem maior risco de desenvolverem osteoporose principalmente aqueles que tem doenças colestáticas crônicas (cirrose biliar primaria, colangite esclerosante primaria) e fazem uso crônico de medicamentos como corticóides, diuréticos e colestiramina.
Densitometria inicial e realizada em intervalos de 2-3 anos.
Suplementação com cálcio e vitamina D.
Tratamento da osteoporose de acordo com o grau de insuficiência hepática.
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4. Aspectos Nutricionais
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- Cirróticos apresentam graus variáveis de desnutrição sendo observada esta ocorrência em 20% dos pacientes com status funcional Child-Pugh A e 60% dos pacientes Child-Pugh C. Desnutrição nestes pacientes aumenta o risco de infecções, sangramento de varizes esofágicas, complicações renais e pulmonares.
•Dieta: 35-40 Kcal/ Kg/ dia, 60- 80g/ proteínas.
•Vitaminas B1, B2, B6, C, D, E, K, ácido fólico, zinco, selênio.
- Evitar consumo de ostras e mariscos. Tais alimentos bem como a água do mar podem estar contaminados com Vibrio vulnificus, microrganismo responsável por quadros de septicemia em cirróticos.
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5. Abstinência alcoólica
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- Além do consumo excessivo de álcool ser responsável pelo desenvolvimento de cirrose, observa-se maior gravidade e evolução para cirrose em pacientes com hepatites crônicas B e C. Pacientes etilistas crônicos com cirrose apresentam maior risco de desenvolverem carcinoma hepatocelular.
- Consumo de álcool reduz a resposta ao tratamento com interferon em pacientes com hepatite C. Pacientes devem permanecer abstinentes previamente ao uso de interferon.
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6. Cessação do Tabagismo
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- Tabagismo causa doença pulmonar (enfisema e bronquite crônica) e aumenta o risco de doença cardiovascular e ocorrência de câncer (pulmão, esôfago, estômago, fígado, pâncreas, rim, bexiga e certos tipos de leucemia).
- Pacientes com hepatite crônica C tabagistas apresentam risco de ocorrência de cirrose que os não-tabagistas.
- Pacientes tabagistas com cirrose apresentam maior risco de desenvolverem carcinoma hepatocelular.
- Pacientes cirróticos em programas de transplante hepático devem interromper o tabgismo.
- Avaliar uso de reposição de nicotina, bupropiona e vareneclina.
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7. Uso de analgésicos e antiinflamatórios
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- Acetaminofen em doses de até 2,0 g/dia é considerado seguro.
- Aspirina e antiinflamatórios devem ser evitados em cirróticos pois podem aumentar risco de sangramento e insuficiência renal.
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8. Sinais e Sintomas de Alerta
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- Pacientes cirróticos devem procurar atenção médica se apresentarem as seguintes ocorrências:
- Temperatura > 38°C
- Confusão mental
- Vômitos com sangue
- Sangramento retal
- Vômitos repetidos
- Dor abdominal ou torácica
- Dificuldade respiratória
- Urina com sangue
- Desenvolvimento ou agravamento de icterícia
- Desenvolvimento ou agravamento de inchaço (edema) em membros ou abdominal (ascite)
- Diarréia
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9. Avaliação para Transplante Hepático
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- A avaliação para transplante de fígado geralmente é realizada por hepatologista e são incluídos pacientes que apresentarem pontuação superior a 15 no escore MELD.
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10. Medicações em Uso
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- Anote e conheça todos os medicamentos (incluindo dosagens) em uso, principalmente se estiver utilizando diuréticos e medicamentos para encefalopatia hepática.
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